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Uso da Inteligência Artificial na saúde: saiba como a tecnologia pode ajudar

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Recentemente, o Ministério da Saúde informou que o uso da Inteligência Artificial na área da saúde era uma das pautas prioritárias a ser debatida durante a presidência do BRICS — bloco econômico que reúne países emergentes como China, Rússia, Brasil, Índia e África do Sul. 

A discussão reforça um ponto importante: a IA já não é futuro, é presente.

Mas e para o profissional da saúde, como a Inteligência Artificial pode ser útil? Quais são os limites éticos para o uso da IA? Para saber isso e muito mais, continue lendo! 

 

 

A IA já é uma realidade — inclusive na saúde! 

Segundo o Statista, instituto alemão especialista em coleta e visualização de dados, até 2030, existirão cerca de 730 milhões de usuários de ferramentas de Inteligência Artificial.

No campo da saúde, o cenário já é concreto: clínicas, hospitais e órgãos reguladores vêm adotando soluções inteligentes para apoiar decisões clínicas e gerenciais.

As ferramentas de Inteligência Artificial têm sido usadas a fim de apoiar em alguns aspectos que podem demandar mais tempo, como: diagnósticos mais precisos, análises de dados complexos e para prever doenças e riscos. Claro, é indispensável que o uso seja feito cuidadosamente e por um especialista na área. 

Ainda em 2024, a Anvisa informou a adoção de ferramentas de Inteligência Artificial na análise de qualificação de impurezas nos processos de registro e pós-registro de medicamentos - reforçando a adoção da tecnologia também no âmbito regulatório.

 

Usando a Inteligência Artificial como sua aliada na saúde 

Muitos profissionais, inclusive os da saúde, se sentem ameaçados em razão do crescimento rápido do uso das tecnologias artificiais. No entanto, considerando que essa é uma realidade que tende a ter um crescimento cada vez maior, é necessário que se saiba como utilizar a tecnologia a seu favor. 


Dentre as formas em que a inteligência artificial pode ajudar o profissional da saúde, estão: 

  • Ter uma prática mais inteligente: É possível otimizar fluxos de trabalho, reduzir tarefas administrativas repetitivas e até mesmo obter apoio para agilizar triagens e na organização de prontuários.
  • Obter apoio para o pensamento clínico: Formular perguntas clínicas mais específicas; buscar estudos científicos relevantes e analisar dados complexos com rapidez. Essa integração acelera e qualifica a tomada de decisão baseada em evidências.
  • Maior destaque no mercado: Os profissionais que dominam tecnologias emergentes tornam-se mais competitivos; atendem com maior eficiência e são valorizados por instituições que investem em inovação. 

Regulamentação do uso da IA na saúde

O projeto de lei n.º 2.338/23 prevê a regulamentação do uso da IA no Brasil com base no grau de risco — sistemas considerados de “risco excessivo” seriam proibidos, enquanto aqueles de “alto risco” ficariam sujeitos a regras rígidas de segurança e supervisão. 

Na saúde, a proposta ajuda a evitar que IAs sejam usadas em aplicações capazes de causar danos físicos ou psicológicos aos pacientes — por exemplo, diagnósticos automatizados sem supervisão humana ou decisões clínicas tomadas puramente por algoritmos. 


E quais os benefícios da IA para o sistema de saúde? 

Com a evolução das ferramentas de IA para diagnósticos, gestão hospitalar e monitoramento epidemiológico, os sistemas de saúde se beneficiam a partir da possibilidade de:

  • Otimizar recursos e reduzir custos operacionais.
  • Diminuir desigualdades territoriais, ampliando acesso a atendimentos qualificados.
  • Melhorar a resposta a emergências sanitárias, com monitoramento em tempo real.


No entanto, para garantir a implementação eficaz da tecnologia, é necessário que sejam enfrentados desafios como os diferentes níveis de infraestrutura tecnológica e a privacidade e segurança dos dados de saúde.


Limites éticos do uso da Inteligência Artificial na saúde

O uso da Inteligência Artificial na saúde precisa ser feito com atenção, a fim de não ultrapassar limites éticos, como a garantia da privacidade e segurança dos dados. Isso porque sistemas de IA geralmente requerem grandes volumes de dados sensíveis (históricos médicos, genéticos, informações pessoais) para operar, o que pode gerar riscos de violação de privacidade, caso os dados sejam mal armazenados, compartilhados sem consentimento adequado ou vazem.

Portanto, é necessário o cuidado redobrado no tratamento, armazenamento e compartilhamento dessas informações, através do consentimento claro e informado dos pacientes sobre uso e destinação dos dados e do cumprimento das políticas de governança, segurança da informação e proteção de dados, alinhadas à legislação e aos princípios bioéticos, o que é essencial na atuação que envolve o uso de IA.

 

Os riscos da IA para os pacientes

Com o crescimento das ferramentas tecnológicas, parte dos pacientes acredita que pode obter diagnósticos, tratamentos ou até terapias via chatbots como ChatGPT ou Gemini. Contudo, essas ferramentas funcionam com base em um tipo de IA chamado Large Language Model (LLM).

LLMs são modelos treinados em vastas quantidades de texto para gerar respostas coerentes com base em padrões de linguagem — mas eles não têm “compreensão real” nem raciocínio clínico, e por isso podem estar errados, imprecisos ou incompletos. Sendo assim, é essencial que qualquer informação obtida por meio dessas ferramentas seja validada por um profissional da saúde e que o uso da IA não substitua a avaliação presencial ou on-line, por um especialista.

 

Vale a pena investir em um curso de IA na saúde? 

Sim — e cada vez mais.

A IA não substitui o profissional, mas potencializa sua atuação e faz com que ele tenha mais oportunidades no mercado de trabalho. Por isso, instituições que oferecem cursos específicos garantem formação diferenciada.

No curso “Aplicação da IA: da pesquisa à prática clínica de fisioterapia” da Faculdade Santa Casa, o fisioterapeuta aprende a usar a IA como aliada para:

  • Formular perguntas de pesquisa
  • Buscar e analisar evidências científicas
  • Aplicar resultados na prática clínica
  • Otimizar fluxos de atendimento
  • Aprimorar decisões clínicas baseadas em dados 

 


Diferencie sua atuação com uma especialização. Conheça os cursos de Graduação, Pós-Graduação e Atualização da Faculdade Santa Casa!

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